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Entenda quais são os impactos da pandemia de Covid-19 em pacientes oncológicos

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Os impactos da pandemia de Covid-19 na vida de todos nós são imensuráveis. Trazendo esse cenário para os pacientes oncológicos, ainda temos algumas situações infelizmente muito comuns: como o atraso nos diagnósticos e a interrupção de tratamentos. 

 

Ainda não se tem informações concretas da relação do coronavírus com o câncer. Os estudos ainda seguem indefinidos, há especialistas que apontam um índice mais elevado de mortes por Covid-19 em pacientes oncológicos, assim como, há indícios de melhora da doença em pacientes que tiveram Covid-19.

 

Neste artigo, vamos trazer mais informações sobre esses quadros, além de explicar como a crise sanitária que vivemos afeta diretamente os pacientes oncológicos.



Aumento da mortalidade em pacientes com câncer

 

Um estudo publicado pelo Journal of Clinical Oncology (JCO), apontou a alta taxa de mortalidade de pacientes com câncer após contaminação da Covid-19.

 

A pesquisa que acompanhou, entre março e julho de 2020,198 pacientes oncológicos positivados para o Coronavírus, trouxe um dado preocupante: paciente com câncer possui uma taxa de mortalidade seis vezes maior do que outros contaminados pela Covid-19.

 

Os dados ainda ressaltam que os casos mais graves estão relacionados ao grau da doença, sendo que o maior risco é para o paciente em estágio avançado ou metastático. 

 

Diante desse cenário, os especialistas defendem uma fila prioritária para os pacientes oncológicos na vacinação que ocorre em todo o país.

 

Hoje há uma preocupação, pois mesmo que o câncer entre na lista prioritária, nem todos os pacientes estão neste grupo. Quem ainda espera pela cirurgia, por exemplo, não está incluído na lista prioritária de vacinação.




Paciente apresenta melhora do câncer após internação para tratar a Covid-19

 

Por outro lado, há situações em que os pacientes oncológicos apresentaram significativa melhora após serem diagnosticados com Covid-19.

 

Como foi o caso de um paciente com linfoma de Hodgkin, que deixou de apresentar a doença após a internação para tratar o novo coronavírus. A cura foi relatada no periódico científico British Journal of Hematology.

 

Segundo o estudo, o paciente com 61 anos com o linfoma em estágio avançado precisou ser internado para tratar as complicações da Covid-19 como falta de ar e pneumonia. 

 

Já curado do coronavírus, as atenções se voltaram ao tratamento do câncer diagnosticado anteriormente. Na apuração da equipe médica, os exames realizados apontaram significativa regressão da doença.

 

De acordo com os médicos, o linfoma estava em remissão, isto é, sem avanços. Um dos possíveis motivos é a ação antitumoral em que o vírus SARS-CoV-2 pode ter estimulado o sistema imunológico do paciente a lutar contra as células cancerígenas.



Queda dos diagnósticos de câncer por conta da pandemia

 

Outro impacto significativo da Covid-19 é o atraso no diagnóstico de pacientes oncológicos.

A rotina de exames, tratamentos e consultas pré-agendadas sofreu mudanças com remarcações e até cancelamentos.

 

Após um ano de pandemia, atrasos na identificação do tumor assim como a prescriçãodde seu tratamento prejudicaram muitos pacientes. Na fase inicial da pandemia, muitos pacientes não foram assistidos e tiveram seus diagnósticos feitos tardiamente, reduzindo as chances de sucesso no tratamento com quadros mais agressivos da doença.

 

Levantamento Radar do Câncer, realizado pelo Instituto Oncoguia em parceria com a  Roche, retrata bem as consequências da pandemia em todas as fases de atendimento dos pacientes oncológicos.

 

O número de biópsias - exame essencial para mapear e identificar as características do tumor - registrou de março a dezembro de 2020 uma queda de 39,11% em relação ao mesmo período do ano de 2019.

 

Esse quadro acarreta em aumento no risco de mortalidade, pois muitos pacientes não tiveram acesso ao exame que diagnostica o câncer no tempo adequado.

 

Por isso, é preciso ser repetitivo ao falar sobre o fator  tempo do diagnóstico no combate ao câncer. Ao iniciar um tratamento tardio, as probabilidades de cura são reduzidas por conta do estágio avançado da doença.



A importância de continuar o tratamento

 

Outro levantamento realizado pelo Instituto Oncoguia, mostra bem o impacto nos atendimentos oncológicos por conta da pandemia no primeiro semestre de 2020: 43% dos pacientes entrevistados suspenderam seus tratamentos durante esse período.

 

O motivo apontado pela maioria foi por decisão da instituição (43%) e apenas 3% por aconselhamento do médico.

 

Sabemos que a pandemia de Covid-19 mudou a rotina de hospitais que precisaram atuar no atendimento aos casos de coronavírus por exemplo. Desta forma, exames,biópsias,cirurgias e tratamentos tiveram que ser postergados.

 

Mas é preciso compreender a importância de manter o acompanhamento da doença, mesmo durante a pandemia. Interromper o atendimento é um risco à vida do paciente oncológico. As instituições atuam seguindo todos os protocolos de segurança como utilizar máscara, fazer uso do álcool gel.

 

Leia também: Idosos com câncer precisam seguir com tratamento durante a pandemia



É importante que o paciente oncológico converse com seu médico, tire todas as suas dúvidas para se sentir seguro durante seu tratamento.

 

Assim como procurar atendimento em casos de suspeitas, realizando os exames adequados para um diagnóstico precoce.

 

Crédito da imagem: <a href='https://www.freepik.com/photos/woman'>Woman photo created by freepik - www.freepik.com</a> 

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